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Resenhando - Dexter é Delicioso



31/03/2017



Dexter não foi tão Delicioso...





Fichinha Básica
★★★✩✩
Título: Dexter é Delicioso. | Título Original: Dexter is Delicious. | Autor: Jeff Lindsay | Editora: Planeta - 2011 | Páginas: 352 | Média de Preço: Entre R$24.90 e R$33.60




Bom, para começar quero ressaltar que sou apaixonada por Dexter. Tanto o Dexter do livro quanto da série me fascina. E nunca procurei fidelidade na série (para minha sorte). Os livros, desde o primeiro, trazem um problema sério: a tradução embora não seja ruim, conta com muitos errinhos. Vão de erros de concordância até palavras trocadas, que você imagina o que seja no lugar de determinada palavra devido ao contexto. Sobre a história, para ser sincera, prefiro alguns pontos na série que na minha opinião deixam o livro um pouco maçante, como Rita. A mulher bondosa e “perfeita” de Dexter que não é capaz de falar uma frase inteira. Nunca me importei com isso, mas nesse livro isso me irritou fortemente. Talvez por ele estar muito mais tempo em contato com a família do que nos anteriores.

O fato é que para esse livro, imagino que o título que viria bem a calhar seria: "Dexter é um Banana". Sim, chegarei no ponto. Após o nascimento de sua pequena Lily Anne, ele teve necessidade de se tornar um homem melhor, o ser humano que ele nunca foi. E por isso passou a rejeitar o Passageiro e ignorar os chamados da sedutora lua para suas brincadeiras. Poderia ser um conflito interno interessante até, mas até o capítulo 15, mais ou menos, o que eu vi foi uma narrativa tediosa da vida "normal" dele, onde pude ler mais da metade de uma página com descrições de um tedioso trânsito, por exemplo. Mais adiante a coisa começou a melhorar um pouco, mas ainda foi levado em um ritmo morno demais para o padrão Dexter. Algo que me irritou de verdade (e por isso falei a respeito do título ali em cima) foi o fato de nesse livro, mais do que nunca, ele parecer um cachorrinho de Deborah. Eu sequer entendo o porquê ELE, como Técnico Forense, consegue passar tanto tempo longe das responsabilidades de seu "cubículo" para ficar para cima e para baixo com a irmã atrás de pistas (em boa parte, investigações paralelas dos casos que Deborah não pode fazer legalmente). Sem contar que durante algumas passagens ele era um Dexter completamente lerdo. Claro que existe aquele humor sarcástico e negro de Dexter, e para mim, foi tudo que mais valeu a pena. Mas infelizmente não estava tão acentuado nesse livro.

Esse foi o primeiro livro da série que ultrapassou as 300 páginas. Esperava muito mais do que descrições de trânsito, devaneios intermináveis e balançadas de rabinho para uma irmã sem noção. Teve aí uma participação bem importante de Brian, o que muitos acham o ponto alto da história. Porém também não me impressionou. Temo pelas próximas 300 e tantas páginas de "Duplo Dexter". A qualidade vinha se mantendo boa com menos páginas e mais história.